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"Universidade para Todos?" e a acessibilidade na UnB

O canal YouTube do projeto Línguas em Vídeo está ativo desde o dia 27 de janeiro e já atraiu muitos olhares internet afora! Foram registrados mais de 800 acessos durante a semana do lançamento web dos curtas-metragens e 22 pessoas se subscreveram ao nosso canal!

O campeão de visualizações é o curta "Universidade para Todos?", de Saulo Machado, Helenne Sanderson, Renata Rezende e Messias Ramos, que teve 523 acessos. O documentário coloca em questão a acessibilidade do vestibular da UnB para a comunidade surda. Desde 2012 a UnB não conta mais com o curso à distância de Licenciatura em Língua Brasileira de Sinais, realizado na época em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, onde o curso foi idealizado e acontece ainda hoje com grande sucesso. Algumas imagens do Vestibular em Libras da UFSC estão presentes no vídeo, provando que uma acessibilidade melhor para os surdos é possível.

 

 

"Universidade para Todos?" e a acessibilidade na UnB

 Em "Universidade para Todos?", realizado por falantes de Libras, o espectador ouvinte tem a oportunidade de se colocar no lugar do surdo, uma vez que grande parte do documentário é falado em Libras. Desta forma, as legendas em português são indispensáveis à maioria do público. Em contrapartida, todos os outros curtas do projeto possuem tradução para Libras, interpretada pelas irmãs Erinéia e Keka Gutierrez.

Confira abaixo a playlist com os quatro vídeos em Libras!

De temática indígena, "Kwaryp - Alegria do Sol", dirigido pelos pesquisadores Chandra W. Viegas e por Páltu Kamaiwrá, ambos doutorandos do Laboratório de Línguas Indígenas (Lali/UnB), é legendado em Kamaiwrá, e, brevemente, também o será em inglês.

Neste curta, entramos em contato com a cultura indígena do Alto Xingu, onde habitam diversas tribos indígenas: Kamaiwrá, Kalapalo, Kuikuro, entre outras. Em todas estas tribos acontece o ritual fúnebre Kwaryp, quando uma liderança da comunidade falece. O trabalho do pesquisador Páltu Kamaiwrá era analisar este ritual, o qual ele, coincidentemente, teve que organizar quando o seu pai veio a falecer. Assim surgiu a ideia de registrar o ritual.

A tradução e legendagem do curta na língua dos Kamaiwrá é um passo muito importante para os falantes deste idioma pelo registro linguístico que se faz da língua, além da documentação antropológica de um ritual tão importante como o Kwaryp. O objetivo de Páltu é ensinar a forma escrita da língua aos outros indígenas de sua tribo.

Confira aqui a playlist com os quatro vídeos legendados!

Universidade para todos?

Notícia

Orgulho

de ser Surdo.

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